Invocando Valentim
Sobre o evento
A honra mas também a responsabilidade de invocar Valentim de Barros , o inigualável Valentim. Aceitar o convite, coração cheio, sabendo desde logo que não se ambicionará uma imitação ou cópia. Invocar. Improvisar. Estudar, mergulhar a fundo, mas depois deixar que o momento dite o que acontecerá. Deixar que a presença de Valentim eventualmente nos atravesse. Servir de canal. Limpar o corpo de vontades em excesso para ser receptáculo. Uma dança irrepetível, como irrepetível foi essa ímpar figura da arte portuguesa. Dançar a injustiça e a dor, mas também celebrar o talento, a inspiração e o sonho. A fantasia. Três corpos lançam-se numa paisagem sonora tão empolgante como desconcertante, tão leve como visceral. Para que outro tempo ou outro vento ocupem este espaço por onde o bailarino Valentim tanto andou e dançou. E será que ainda anda? Os mundos invisíveis não tentaremos provar. Invocando Valentim, um espetáculo-celebração. Palavra, corpo e poesia. Um poema dançado a três , ou a quatro, ora pois. Ao bailarino Valentim e a todos e todas que o amaram. Entrada gratuita, sujeita à lotação da sala.