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SUMMARY:JP Simões
LOCATION:Casa Capitão
DESCRIPTION:Poucos escritores de canções em Portugal conhecem e respeit
 am a língua portuguesa como JP Simões. Para mal dos nossos pecados – 
 à exceção de uma música para o Festival da Canção de 2018 –\, nã
 o escreve na língua da “Ópera do Falhado”\, do Quinteto Tati\, de 
 “1970”\, de “Boato” e de “Roma” desde 2013\; nem sequer canta
  o seu repertório em português desde que se reinventou enquanto Bloom\,
  em 2016. Mas isso vai acabar. Dia 28 de novembro\, dez anos depois de te
 r parado de cantar o seu cancioneiro português\, e vinte anos após a ed
 ição do primeiro álbum em nome próprio\, “1970”\, o coimbrão vai
  voltar a debruçar-se sobre as canções do seu disco de 2006\, na Casa 
 Capitão. Essas e as dos posteriores “Boato” e “Roma”\, mais umas
  quantas do Quinteto Tati e da sua “Ópera do Falhado”. Talvez até d
 e “Onde Mora o Mundo” (2010)\, gravado com o guitarrista de jazz Afon
 so Pais para a histórica Orfeu\, em 2011. Convencê-lo a revisitar este 
 material não foi fácil. “Nunca quis ser um tipo de se repetir\, de vi
 ver de créditos”\, assume\, à mesa da sua casa nos arredores de Sintr
 a. “Mas o Gonçalo Riscado – [diretor] da Casa Capitão e um dos prim
 eiros editores que tive\, há muitos anos – ligou-me e convenceu-me que
  podia haver espaço para pegar de novo nas minhas velhas elucubrações\
 , os meus desastres amorosos e as minhas pequenas reflexões.” JP Simõ
 es nunca tinha sido gajo de se repetir. Da militância nos Pop Dell’Art
 e de “Sex Symbol” à escrita de contos e para teatro\, passando pelos
  desvarios dos Belle Chase Hotel\, banda fundamental do Portugal de final
  de 90s\, o “Exílio” do Quinteto Tati\, as canções escritas a solo
  e com o guitarrista Afonso Pais ou a aproximação ao cânone anglo-sax
 ónico de Bloom\, a sua prática artística e poética foi marcada por um
 a constante procura do novo. Até que outro editor\, Hugo Ferreira\, da O
 mnichord\, o desafiou a gravar um disco em que fazia suas as canções de
  José Mário Branco. “Nunca tinha pensado sentir-me tão bem a fazer u
 m disco como intérprete”\, reconhece.
URL:https://casa-capitao.com/evento/jp-simoes/
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